Ana Maria Braga virou assunto nas redes sociais nesta quarta-feira (19) após o Mais Você exibir uma homenagem a Glória Menezes e Laura Cardoso com o uso de imagens criadas por inteligência artificial (IA).
A homenagem foi apresentada durante o programa matinal da Globo e mostrou representações das duas atrizes juntas, sorrindo, em uma espécie de reencontro simbólico. A escolha de utilizar inteligência artificial, no entanto, dividiu opiniões e provocou críticas entre internautas.
Nas redes sociais, parte do público questionou a decisão de criar artificialmente imagens das veteranas, especialmente diante da proximidade das mortes. Alguns usuários consideraram o recurso inadequado para um momento de despedida e defenderam que fotografias e registros reais das carreiras das atrizes seriam suficientes para prestar a homenagem.
Apesar da repercussão negativa, a intenção do programa foi celebrar a trajetória e o legado de duas importantes figuras da televisão brasileira.
Uso de inteligência artificial gera debate
O episódio também reacendeu uma discussão que vem ganhando espaço com a popularização das ferramentas de inteligência artificial: até que ponto é adequado recriar digitalmente a imagem de pessoas que morreram?
A tecnologia permite produzir cenas que nunca aconteceram e colocar personalidades em situações completamente novas. Em homenagens póstumas, esse tipo de recurso pode ser interpretado como uma forma artística de representar um reencontro ou uma despedida, mas também levanta questionamentos sobre consentimento, respeito à memória e transparência com o público.
No caso exibido pelo Mais Você, foi justamente a representação artificial das duas atrizes que concentrou boa parte das críticas nas redes sociais.
Ana Maria já alertou sobre uso indevido de IA
A repercussão chama atenção também porque Ana Maria Braga já utilizou seu programa para alertar os telespectadores sobre conteúdos falsos produzidos com inteligência artificial.
A apresentadora já denunciou o uso indevido de sua imagem e de sua voz em anúncios publicados na internet, destacando os riscos de vídeos e propagandas capazes de fazer parecer que uma pessoa está recomendando produtos ou serviços que nunca divulgou.
Embora o contexto seja diferente — uma homenagem televisiva não equivale ao uso fraudulento da imagem de alguém —, o episódio evidencia como a inteligência artificial está criando novos dilemas para a televisão, a publicidade e as redes sociais.
Repercussão nas redes
A homenagem a Glória Menezes e Laura Cardoso acabou, assim, indo além da lembrança das duas atrizes e colocando novamente em discussão os limites do uso de inteligência artificial envolvendo personalidades reais.
Enquanto algumas pessoas enxergam a tecnologia como uma ferramenta capaz de produzir homenagens emocionantes, outras consideram que recriar digitalmente pessoas que já morreram exige cuidados adicionais.
O debate tende a se tornar cada vez mais frequente à medida que imagens, vídeos e vozes produzidos por IA ficam mais realistas e passam a fazer parte do cotidiano da televisão e da internet.
Fonte: informações publicadas pelo Notícias da TV/UOL e repercussão do programa Mais Você.
O ator brasileiro Pedro Cardoso, de 61 anos, conhecido pelo seu papel icônico como Agostinho Carrara em “A Grande Família”, gerou polêmica ao comentar sobre o sertanejo moderno em uma entrevista. Ele afirmou que é “injusto chamar de sertanejo” as canções atuais que dominam as paradas.
“Acho injusto chamar sertanejo. Porque sertanejo é: ‘No Rancho Fundo, bem pra lá do fim do mundo…’ (cantando os versos de ‘No Rancho Fundo’, de Ary Barroso e Lamartine Babo). Isso é sertanejo. Isso cantava os temas do sertão”, disse.
Pedro também criticou as letras das músicas atuais, que, segundo ele, giram em torno de infidelidade e masculinidade. “As canções se resumem a ‘minha namorada me largou, eu larguei minha namorada’, sem aprofundar em temas relevantes”, afirmou. Ele ainda questionou a autenticidade dos artistas, ressaltando que, embora existam profissionais talentosos e grandes produtores, as letras carecem de inspiração e diversidade temática.
“Na minha opinião, é uma temática completamente monótona e de baixíssima inspiração. Não é à toa que essa é a música do fascismo brasileiro. É uma música vazia, de interesse teórico, sobre assunto nenhum. É uma música sobre nada, sobre ser corno ou não ser corno”, completou.
As declarações de Pedro rapidamente se espalharam pelas redes sociais, levando alguns artistas a se manifestarem. O cantor Rio Negro, da dupla com Solimões, comentou na página Conceito Sertanejo: “O comentário dele é tão inútil quanto o papel que ele representou”. Enquanto Fred Liel, da dupla com Fabrício, também se pronunciou: “O sertanejo respira”.